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HERCULANO NETO NA BRAVO!
Leia alguns contos do livro inédito QUERO SER PAULO CESAR PERÉIO, de Herculano Neto, na revista Bravo! edição 159. Nas bancas.
MAIS UMA DOSE
MAIS UMA DOSE é um volume de microcontos dos escritores Ediney Santana e Herculano Neto. São trinta textos de cada autor, num tom muitas vezes poético, noutras crítico e bem humorado, que transitam entre o universo fantástico e a realidade urbana mais comum. Com prefácio de Tom Correia e revisão de Gerana Damulakis, MAIS UMA DOSE provoca vários sentimentos, menos a indiferença.
Baixe o livro gratuitamente AQUI.
SOB PRESCRIÇÃO (2006)
Com Ediney Santana, Herculano Neto e Jorge Boris. Antologia subversiva com poemas e contos. Primeira publicação da laetitia editore.
Não, eu não quero mais ser Renata. Quero ser uma outra garota. Uma garota com pau e com o coração em frangalhos. Quero ser francesa, ser angélica, ser dark. Quero ser uma joana qualquer. Não quero ser mais a certinha, a bonitinha, a meiguinha – fodam-se os “inhas” e os idiotas que me adjetivam dessa forma. Quero o devaneio, a sordidez. Quero ser ordinária, inconseqüente, incompreendida, nelsonrodriguiana. Não quero que ninguém me reconheça. Sou estranha até para mim. “Não me reconheço mais olhando as fotos do passado...”. De frente para o espelho do banheiro do 1º andar, segurando uma caixinha com tarja preta, quero ser simplesmente despretensão. “Não: não digas nada” ou melhor, “diga que eu não sei de nada” – o que Renata poderia saber?
(ESGOTADO)
Não, eu não quero mais ser Renata. Quero ser uma outra garota. Uma garota com pau e com o coração em frangalhos. Quero ser francesa, ser angélica, ser dark. Quero ser uma joana qualquer. Não quero ser mais a certinha, a bonitinha, a meiguinha – fodam-se os “inhas” e os idiotas que me adjetivam dessa forma. Quero o devaneio, a sordidez. Quero ser ordinária, inconseqüente, incompreendida, nelsonrodriguiana. Não quero que ninguém me reconheça. Sou estranha até para mim. “Não me reconheço mais olhando as fotos do passado...”. De frente para o espelho do banheiro do 1º andar, segurando uma caixinha com tarja preta, quero ser simplesmente despretensão. “Não: não digas nada” ou melhor, “diga que eu não sei de nada” – o que Renata poderia saber?
Quero que o cadáver que será encontrado na manhã de domingo apenas se pareça comigo.
(ESGOTADO)
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